Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Décima primeira confissão

Confessa
Cada rouco gemido
Cada arranhão e chupão
Cada doce mordedura e...
Confessa!
Morres e ressuscitas por esse instante
Quebras e requebras
Nessa valsa só nossa
Vibras e fazes vibrar
Confessa que adoras essa sensação
De corpos somados
De raciocínio subtraído
De poder partilhado
De prazer dividido
De sensações multiplicadas
Confessa!

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Décima confissão

Confessa!
Que ofegante e suado
Gemendo e querendo
O sangue correndo rápido pelas veias
Centrando todas terminações nervosas
Que explodem como descargas eléctricas
Nesse ser rebelde e vibrante
Húmido e expectante
Lutador incansável na batalha da prazer
Queres te libertar
Confessa!

Sábado, 17 de Maio de 2008

Nona confissão

Confessa!
Teu membro hirto e másculo
Impaciente e rebelde
Carnes cálidas querem invadir
Em ithunas de origem pirata
Mas 100% made in Mozambique
Queres devassar
Confessa que queres!
Confessa que te queres bambolear
Ao ritmo dos amantes
Em compasso ritmado
Da dança mais primitiva
Mais selvagem e animalesca
Dos racionais e irracionais
Confessa!

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Oitava confissão

Confessa
tua manápula rebelde
teus dedos atrevidos
longos e grossos
irrequietos malcriados
minhas ithuna’s piratas
sem patente reconhecida
docemente querem violar
como que a medir a temperatura
confessa, falso termómetro.

Confessa!
essa cobra bailarina
extensa e áspera
esperta serpente
agitada e bamboleante
curiosa faminta
nas ithuna’s quer mergulhar
sugando, agitando
todo meu consommé sorver
Confessa!
Confessa, pah!

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Sétima confissão

Confessa,
teus ouvidos atentos
expectantes e curiosos
querem ouvir
provindos do fundo da minha garganta
da minha alma
do meu ser latejante
sons desconexos
roucos gemidos selvagens
sussurros incoerentes
suspiros intermináveis
obscenidades
expressão máxima da devassão
confessa!

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Sexta confissão

Confessa
tuas mãos enormes
pêssegos, laranjas
papaias, melões
oh, la la quanta fruta gostosa!
meus glúteos redondos
inchados e suculentos
querem amaciar
apertar...
uuuiii, vai devagar!

Confessa
tua boca ávida
teus lábios sedentos
esses doidos famintos
de bezerro sôfrego e faminto
minhas pontas intumescidas
essas rebeldes e traidoras
enrugadas e arrepiadas
pelo teu calor
queres sugar?
Confessas ou não?

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Quinta confissão

Confessa, duma vez por todas
que essas tuas mãos assanhadas
enormes mas suaves
desvairadas e bandidas
irrequietas como criança em parque de diversão
completamente descontroladas
percorrem perdidas

reentrâncias e saliências
vales e montes
cobertos pela minha garrida capulana
laranja, amarela, verde...
sem rumo certo
desembocam nos 21 botões

de madrepérola branca
da minha blusa da xicalamidade
de seda chinesa encarnada
que te transformam
num homem maluco
quão touro enfurecido
Confessa!
tua vontade
de tudo para o espaço mandar
de tudo arrancar
de um a um os 21 botões ao ar atirares
tal como se espalha o pólen das flores
para nem tu sabes onde
E tão difícil assim?
Confessa!